• É amanhã o aniversário de um dos maiores fenômenos da história do Youtube: foi no dia 25 de maio de 2007 que os diretores Kevin Arbouet e Larry Strong responderam a um anúncio colocado pelo jovem publicitário Ben Relles no Craiglist (site de classificados) buscando alguém para fazer um videoclip. No mesmo dia começou e terminou, em Nova Iorque, a filmagem de “I got a crush on….Obama”.
• Em meados de junho o vídeo dublado pela sedutora atriz e modelo Amber Lee Ettinger fazendo caras e bocas para o pré-candidato democrata foi postado no Youtube e já nas primeiras cinco horas de vida alcançou 1 milhão de acessos. Após um ano chega, tranquilamente, aos 8 milhões e 300 mil acessos
• Tanto sucesso fez o material que recebeu, no ano passado, o prêmio de melhor vídeo político do Youtube.
• Político? Uma garota quase sem roupa se declarando para um candidato a presidente dos Estados Unidos? É piada ou é sério? Afinal, o vídeo joga contra ou a favor da campanha de Barack Obama?
• O sucesso do vídeo se explica por reunir três fatores de atração garantidos neste tipo de marketing: música, sexo e humor.
• A primeira atitude de Obama foi, claro, protestar, indignado pela reação de suas filhas de 9 e 6 anos de idade. Obama chegou a dizer que, ao espalharem vídeos como esse, as pessoas não pensam em sua consequencia para a família e os amigos.
• No entanto a Obama Girl foi fazendo mais e mais sucesso. Acabou virando garota-propaganda da agência de marketing viral eleitoral “Voter Vision” e encarnou uma tal “Super Obama Girl”, heroína capaz de enfrentar (usando seu superpoder “hope”) e vencer Ron Paul, Rudolph Giulliani, Hillary Clinton e tantos outros vilões que se colocarem contra a sua causa.
• Os vídeos são sempre meio porquinhos, mas os roteiros com clima de Clark Kent atraem a rapaziada e a história permanece pulsando nos blogs, debates, programas de tv, enfim, fazendo da Obama Girl um personagem celebridade das eleições 2008, apesar da campanha do democrata jurar que nada tem a ver com as produções.
• O exemplo da Obama Girl serve, no mínimo, pra gente refletir sobre como usar (ou pelo menos como não usar) a Internet nas próximas eleições municipais aqui no Brasil.
• Tivemos, no Paraná, na campanha de 2006, um case bem interessante de uso do Youtube. Volto a ele num post adiante, aguardem.
• Enquanto isso, relembrem Marilyn Monroe há exatos 46 anos homenageando JFK (o presidente modelo-inspirador, tal qual Obama, que ao menos nele se inspira) numa performance histórica e polêmica, mas sobretudo a mais sexy da política americana:
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