• Faço campanhas eleitorais profissionalmente há exatos 20 anos. A primeira, aquela que a gente nunca esquece, foi a memorável campanha dos 12 dias, que elegeu o prefeito de Curitiba, Jaime Lerner. Eu era muito jovem, claro (só pra justificar os 20 anos, credo!). O fato é que desde então eu nunca deixei de recomendar a um candidato: “peça o voto”. Porque muitos esquecem. Sério, não é só porque você é o melhor que o eleitor vai entender a sua mensagem. Como diz a minha colega Elga Lopes, “o candidato é um caçador de votos, não um pregador de idéias”. Então, vamos lá, tem que caçar voto, tem que pedir, senão perde.
• Comprovei essa “tese” muitas eleições depois de eu já acreditar nisso. Foi quando eu passei um período na Graduate School of Political Management, da George Washington University, em 1999. Na primeira aula do meu querido professor Christopher Arterton, dean da faculdade, ele arrecadou US$ 20 de cada aluno e propôs um jogo eleitoral: quem quisesse podia se lançar candidato com uma proposta para o uso do dinheiro. Eu era recém-chegada, brasileira, e embora tivesse infinitamente mais experiência profissional que todos os garotos ali, não me senti apta a ser candidata. Outros, entretanto, imediatamente divulgaram suas plataformas: não lembro de todas, mas sei que um deles planejou investir em uma grande festa com direito a barbecue, cerveja e dj,com a presença de todos os alunos, outro sugeriu um sorteio de toda a bolada para um único ganhador e outro ainda propôs doar os recursos para uma causa social. Creio que uma meia dúzia de colegas se candidatou. Eu apenas observava.
• Alguns dias depois, atendi o telefone na minha casa e era um dos meus colegas americanos, candidato, pedindo o meu engajamento e o meu voto. Parece bobagem, mas fui invadida na hora por uma onda de carinho. Que tamanha importância tinha eu, uma estrangeira, desconhecida, para ele se preocupar comigo? Como ele tinha descoberto o meu telefone? Sabia o meu nome, sabia quem eu era? Falei sim na hora. Ainda bem que era o candidato da causa social, mas confesso que, talvez, se fosse o da festa ou o da rifa ou qualquer outro, eu provavelmente também teria me sensibilizado com aquele pedido. O incrível é que nenhum outro candidato ao longo do semestre pediu o meu voto. Resultado: por estas e por outas o “meu” candidato ganhou a eleição. Foi uma boa lição.
• Pensei nisso hoje porque recebi uma mensagem do jornalista e escritor Laurentino Gomes, autor do best-seller 1808. Conheço o Laurentino de longa data, de antes da minha primeira campanha. Eu era neném. Não, mentira, eu já era jornalista e ocupei a vaga dele em “O Estado de S.Paulo” na sucursal do Paraná quando ele foi para a “Veja”. Eu era menina mas era grandinha (sempre fui alta, hahaha). Depois, quando ele assumiu a direção da sucursal da “Veja” em Brasília, me chamou para fazer parte da equipe (de jovens repórteres e isso é verdade). Eu aceitei e fui trabalhar na “Veja” em Brasília, claro, e era o ano da Constituinte, e essa foi uma experiência profissional fundamental na minha formação política.
• Enfim, sou amiga do Laurentino de muitos anos e hoje ele me pediu um voto. É para o prêmio “Artista Prime do Ano”, da revista Bravo, numa categoria em que os internautas escolhem o vencedor. Entrei no link e vi que todos os concorrentes mereceriam o meu voto. Mas o único que me pediu foi o Laurentino. Acompanhou aonde eu quero chegar? Eu já votei no Laurentino. E você? Vote Laurentino Gomes também, tô pedindo!
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Comadre, diga para o Laurentino que votei nele porque você pediu.
E diga mais, comadre: que como sou um cabo eleitoral diligente (preferia ser INTEligente) pedi ao Zé Beto para colocar no blog dele, pela causa.
Vc tem razão, todos os concorrentes merecem o voto. Eu votei no Laurentino pq vc pediu.
também votei, a seu pedido
Minha filha:- Hoje v. comentou ligeiramente sobre o seu blog. Recebi uma propaganda do Gerson e resolvi dar uma olhada. Adorei! O que v. acha se eu me candidatar a vereadora? Sou séria, gosto de trabalhar, conheço todos os defeitos de Curitiba, aprendi tudo com a Fanchete e a Dúlcia (faz tempo!!!!!) , tenho um monte de amigas, minha especialidade é arrumar emprêgo e saber “tudo” (enderêços de doceiras, sapateiro, costureiras, essas utilidades) Tenho uma qualidade invejavel:- sou amiga dos meus amigos, mas meus inimigos, que não são poucos, tem medo de mim. Qual é a sua opinião sincera? O resto que está aÍ do lado , tiro de letra. Jingle é MUITO fácil, slogan até já tenho, tenho local para meu comitê, sempre vai ter comida, muita! Organizar a campanha não tem problema, veja, estou super preparada! Espero o seu conselho!
MALUQUETE. ( meu slogan)
Se o Felipe mudar para Curitiba no 2º semestre e topar trabalhar comigo, abro um comitê aqui na Família Sfiha (e um outro só para o mulherio do Batel na loja da Água Verde, em breve). E nossa 1ª meta será a REPINTURA DAS TRINCHEIRAS (lembra, Martha?). Vamos inaugurar o nepotismo-eleitoral no Paraná: mãe-filha-neto-compadre, tudo junto na mesma campanha.
Obo oba oba!!!!
Se tem campanha, se tem Martha, Cila, Felipe e Gerson…tô dentro!!!
Eu tbm tô dentro!!!!