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6 de julho de 2008

Mapeamento eleitoral gratuito

por cila schulman

• Leio hoje no Estadão sobre o lançamento de uma ferramenta muito útil para os candidatos: um site em que estarão organizados os vários mapas e cruzamentos de votações desde 1998, para auxiliar as campanhas a entender o histórico e a “genética” do eleitorado. A promessa é que o site seja lançado na próxima terça-feira. Por enquanto, no endereço www.geovoto.com.br há apenas um aviso de “site em construção”. O cientista político Carlos Novaes, autor do projeto, garante na matéria do Estadão: “Não sei de nada nem parecido, dentro ou fora do Brasil”. Mas não é preciso ir muito longe: logo encontro um site com o mesmo nome (Geovoto), que organiza informações semelhantes sobre o México, exatamente nos mesmos moldes do que pude entender sobre o projeto de Novaes. Por sinal, o site mexicano é muito bom. Se o brasileiro for parecido, já vai ser de enorme valia para as campanhas mais espertas (porque não basta conhecer os dados, tem que saber usar).

Estudo mapeia ”código genético” do eleitorado

Cientista político cruza mapas e debate o voto distrital

Depois de viajar pelo País durante dez anos, pesquisando pequenas e grandes cidades e cruzando dados eleitorais, o cientista político Carlos Novaes realiza nesta terça-feira um velho sonho: lançar um site na internet com o que ele chama de “uma pequena revolução” na análise eleitoral, que pode ser de grande ajuda para governos, institutos, candidatos, partidos e eleitores.

Seu projeto Geovoto, que começou a tomar forma quando ele era ainda pesquisador do Centro Brasileiro de Planejamento (Cebrap), nos anos 90, traz um inédito conjunto de mapas, cidade por cidade, distrito por distrito, dos resultados integrais das eleições desde 1998. A partir deles, Novaes criou simulações de todo tipo, combinando distritos eleitorais com quantidades de eleitores, para que os políticos e mesmo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) estudem fórmulas de um futuro sistema de voto distrital. “Não sei de nada parecido, dentro ou fora do Brasil”, diz ele.

O que o levou a tudo isso foi a convicção de que “o voto, no Brasil, é muito mais estável do que se pensa” e de que os candidatos podem ter muito a ganhar – aplicando melhor seus recursos e esforços durante uma campanha – se souberem como se comportaram os eleitores de sua região, em votações passadas. “Não falo do eleitor genericamente, mas de cada bairro, rua, colégio de votação, dos adversários, em seguidas eleições”, diz ele. “Já casamos mapas geográficos com dados digitais nos maiores Estados, numa área que reúne 70% do eleitorado. Os números de São Paulo já incluem votações de 1988. Em breve o quadro nacional estará completo”.

Assinante do Estadão leia mais aqui.

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