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6 de outubro de 2008

Ondas, surpresas e nomes para 2010

por cila schulman

Eliane Cantanhede da Folha Online

Os cariocas adoram novidades e ondas. Os baianos são os reis das surpresas de última hora. E os paulistas deflagram as sucessões presidenciais.

A subida meteórica de Fernando Gabeira (PV), que vai disputar o segundo turno com o favorito Eduardo Paes (PMDB), é a cara do Rio. Marcelo Crivella (PRB), ligado às igrejas evangélicas, tinha simultaneamente o primeiro lugar nas pesquisas e uma enorme taxa de rejeição. Gabeira ficava na rabeira, mas sem teto. O céu era –e ainda está sendo– o limite.

Como Gabeira é o nome da moda, Eduardo Paes vai ter que suar dobrado no segundo turno, no qual os tempos na TV são divididos igualmente. Vai ser um bom debate, com Paes apoiado pelo governador Sérgio Cabral e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos muito bem avaliados. E Gabeira terá o apoio do PSDB, que lhe deu o vice na chapa. José Serra, o presidenciável em ascensão, já garantiu presença.

Em Salvador, repetiu-se a surpresa da eleição de 2006, quando o petista Jaques Wagner deu uma reviravolta no último minuto do segundo tempo e ganhou a eleição para o governo.

Ontem, o “carlismo” caiu para terceiro lugar entre as forças políticas, com o deputado ACM Neto favorito nas pesquisas e excluído do segundo turno no final das contas. Estão no páreo o prefeito João Henrique, do PMDB, e o deputado Walter Pinheiro, do PT. Governo versus governo, mas apontando para o novo líder em gestação na Bahia: o ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB, que tem um pé no PSDB serrista e o outro pé e um cargo no governo Lula. Briga das boas, apimentada como acarajé.

E o resultado mais eletrizante, mais aguardado e que mais projeta o futuro político do país: São Paulo. A grande surpresa foi o prefeito Gilberto Kassab, do DEM, à frente da ex-prefeita Marta Suplicy, do PT durante toda a apuração. Esse resultado era totalmente inesperado.

Pontos para o candidato Kassab, evidentemente, mas indicando o grande vencedor dessas eleições: José Serra, que vai para as ruas no segundo turno com o trunfo de ser o primeiro nas pesquisas para a sucessão de Lula, a aliança com o DEM virtualmente selada para 2010 e um certo sabor de vitória também em relação ao seu principal concorrente tucano, Aécio Neves.

Aécio patrocinou a aliança mais espetacular das eleições municipais, entre o seu PSDB e o PT do prefeito Fernando Pimentel, mas toda essa operação teve um resultado pífio: o candidato de ambos, Márcio Lacerda, do PSB, não venceu no primeiro turno, como previsto. E, além disso, levou um suadouro do pemedebista Leonardo Quintão. A diferença ficou em torno de dois pontos, apenas.

Ou seja: a entidade Serra/Kassab surpreendeu para cima; o trio Aécio/Pimentel/Lacerda, para baixo.

A disputa em São Paulo vai ser de titãs: Serra versus Lula e Dilma Rousseff, o nome lulista para 2010. Se a vitória de Kassab foi um grande feito de Serra, o desempenho do PT também foi expressivo e consolida a força lulista no país. O partido do presidente levou seis capitais já no primeiro turno e tem boas chances em outras no segundo.

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