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13 de outubro de 2008

Obama e McCain fazem campanha mais cara dos EUA

por cila schulman

da France Presse, em Nova York
da Folha Online
Com três semanas até a eleição de 4 de novembro, os senadores Barack Obama e John McCain protagonizam a campanha presidencial mais cara da história dos Estados Unidos, a primeira a atingir a marca do bilhão.

Os números mais recentes, publicados em setembro pela Comissão Federal Eleitoral (FEC, na sigla em inglês), apontam que o republicano McCain arrecadou US$ 230 milhões e gastou US$ 194 milhões. Já seu rival democrata, conhecido como uma “máquina de arrecadação”, juntou US$ 454 milhões de sua lista do doadores e gastou US$ 377 milhões.

As listas de doadores dos dois presidenciáveis contam com cerca de dois milhões de colaboradores que enviaram quantias sem precedentes na história eleitoral do país.

O dinheiro foi utilizado para bancar as inúmeras viagens pelos Estados Unidos, centenas de escritórios estaduais e municipais de coordenação de campanha, atos para mobilizar indecisos e centenas de propagandas na televisão e no rádio em uma verdadeira batalha de vídeos.

Mas não são apenas Obama e McCain que colaboraram com a marca. A corrida presidencial deste ano recebeu mais de US$ 1,3 bilhão em arrecadação durante as primárias partidárias, quando os pré-candidatos disputavam a nomeação. Ao todo, foram 27 candidatos –12 democratas, 11 republicanos e alguns independentes– que arrecadaram verbas entre o começo de 2007 e meados de 2008 e alguns que, como a democrata Hillary Clinton, continuam devendo milhões a prestadores de serviços.

Segundo a FEC, os democratas gastaram US$ 750 milhões dos US$ 834 milhões arrecadados. Já os republicanos gastaram US$ 477 milhões dos US$ 513 milhões recebidos. A maior parte desta quantia veio de doadores particulares (94% para Obama, 80% para McCain) que não podem doar mais de US$ 2.300 em duas vezes, durante as primárias e durante a campanha presidencial.

Esta limitação foi criada em 2002, quando se adotou uma lei sobre financiamento público da campanha presidencial promovida por McCain, então senador por Arizona e pré-candidato à nomeação republicana, e um colega democrata, Russel Feingold, de Wisconsin. A idéia é limitar a influência política dos lobistas e das grandes corporações e multimilionários.

Com um valor relativamente baixo, os candidatos contam com outras formas de engordar os cofres de campanha. Como explica Massie Ritsch, diretor de comunicação da organização independente Opensecrets.org, o eleitor pode doar também “US$ US$ 28 mil ao partido nacional e US$ 10 mil aos democratas do Estado, totalizando US$ 108 mil em contribuições”.

Para estas últimas semanas de campanha, as mais intensas em eventos e propaganda, McCain conta com US$ 84 milhões do sistema de financiamento público. Já o democrata Obama, que recusou o sistema, terá quanto dinheiro sua lista de doadores conseguir juntar.

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