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27 de outubro de 2008

TSE prevê doação para campanhas pela Web em 2010

por cila schulman
Piero Locatelli
Do UOL Notícias
Em Brasília

  • Divulgação

Nas próximas eleições brasileiras, em 2010, já deverá estar em vigor a arrecadação de fundos para a campanha pela Internet, o que permitirá a eleitores “comuns” fazerem doações para candidatos. A projeção é do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Carlos Ayres Britto.

Segundo Ayres Britto, o tribunal trabalha para incentivar esse tipo de transação, o que, para ele, ajudaria a combater o caixa dois nas campanhas. “No fundo eles [as empresas] fazem um investimento e querem recuperá-lo. É um dos nossos calcanhares de Aquiles e o nosso dever é achar formas de combate”, disse.

A prática de pessoas físicas doarem dinheiro para candidatos, comum nos EUA, ainda é rara no Brasil. Britto afirmou que esse é um “ponto a se aprender” com a eleição norte-americana. “Mas nós em rigor, sem arrogância, sem empáfia, nós temos muito pouco a aprender com a experiência eleitoral de outros países. O paradigma [de boa eleição] é o Brasil”, disse.

Atualmente, a maioria das doações de campanha no Brasil é feita por empresas.

Urnas biométricas e fotos de vice-candidatos

Para as próximas eleições, o TSE pretende, também, implementar urnas biométricas, com identificação por impressão digital, e foto de vice-candidatos e suplentes de todos os cargos na urna eletrônica. Para ele, isso acabaria com a possibilidade de candidaturas clandestinas.

Durante toda a entrevista, o ministro se mostrou satisfeito com as eleições que, segundo ele, foram um “grande sucesso”. “Em rigor, hoje é um dia de curtição. É um dia de apurar e falar ‘olha, de fato valeu a pena'”.

Processos

Britto também prometeu que o TSE julgará “todos os processos de candidatos” antes da diplomação dos eleitos, em 1º de janeiro do ano que vem.

No tribunal, ainda correm cerca de 1.200 recursos contra candidaturas – segundo o ministro, haverá prioridade para os processos que envolvem prefeitos.

O número de recursos dobrou em relação às últimas eleições. Foram mais de 6.000 processos neste ano, contra 3.000 em 2004. Para o ministro, “o aumento é um fator normal depois da constituição de 1998. É um fenômeno que extrapola fatores eleitorais”.

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