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7 de novembro de 2008

PT deve rever tratamento a eleitor da classe média

por cila schulman

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Após as eleições municipais, a cúpula nacional do PT concluiu nesta sexta-feira que deverá rever o tratamento destinado aos eleitores da classe média. A idéia é tentar uma estratégia de campanha já para 2010, uma vez que aumenta a defesa entre os petistas para lançar a candidatura única da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na disputa à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Diretório Nacional do PT, integrado por 81 membros, tem reunião marcada para hoje e amanhã em Brasília. Na primeira etapa das discussões, vários integrantes do comando do partido reclamaram do sentimento anti-PT que perceberam nos municípios do centro-sul do país.

Na abertura dos debates, o vice-presidente nacional da legenda, Marco Aurélio Garcia –assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República–, foi o primeiro a dar o alerta sobre o chamado “sentimento anti-PT”. Garcia fez uma defesa veemente sobre a necessidade de dar mais atenção à classe média.

Mudanças

“O partido precisa ter mais substância programática. É necessário avaliar os resultados [das eleições municipais] para analisar o cenário para 2010”, disse Garcia. “Nós temos uma tarefa de esforço intelectual, mas é substancialmente [uma tarefa] política”, reiterou.

Já o prefeito de Recife (PE), João Paulo, afirmou que é fundamental também mudar a relação do PT com a imprensa e até mesmo com os partidos de oposição. Segundo o prefeito, é necessário saber reagir de maneira pragmática às críticas oposicionistas e dos veículos de imprensa.

O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), disse ainda que o ideal é reunir a disposição de rever o tratamento com a classe média, observar também outros setores da sociedade, como os jovens e os líderes de movimentos sociais. Para ele, é essencial não perder tempo, pois as eleições majoritárias ocorrerão em dois anos.

“O PT deve ouvir todos os setores, mas deve acelerar sem se afobar. É preciso recuperar [as perdas] dos setores [específicos]”, afirmou Fontana.

Polêmicas

Internamente, o PT discute hoje e amanhã uma outra polêmica: a realização ou não de eleições à sucessão do comando nacional da legenda no próximo ano ou apenas em 2011. Um grupo defende que as eleições ocorram em novembro de 2009, outro que seja em julho do ano que vem e um terceiro, que se realizem apenas em 2011.

Apesar da falta de consenso em torno de datas, alguns nomes já são dados como certos. Os pré-candidatos são o chefe-de-gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, que representa a maior corrente interna, que é a Construindo um Novo Brasil; Valter Pomar, da linha Articulação de Esquerda, e Jilmar Tatto, da ala Lutas e Massas, além do atual secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo.

Petistas afirmam que Carvalho tenta buscar um acordo interno para que seja lançado como única alternativa, evitando o desgaste de concorrência e disputa com os demais nomes. No entanto, setores do PT não avaliam que essa hipótese seja possível por acreditar que o consenso em torno do chefe-de-gabinete representaria a ingerência direta de Lula no PT.

A Folha Online apurou que a tendência é que todas as correntes do partido lancem candidatos para a disputa.

O sucessor do atual presidente da legenda, deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), terá de comandar as campanhas para presidente da República e governador. Será a primeira vez em que Lula não concorrerá nas eleições.

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