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24 de março de 2009

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Festa na Praça em homenagem a Geraldo Walter

por cila schulman

convite-eletronicoUau, até desacostumei. Excesso de FB e de Twitter. Melhor me encontre , em caso de saudades.

Bem, mas agora estou aqui e vamos aos fatos: sábado próximo tem inauguração da Praça Geraldo Walter!

Primeiro o histórico, tenha calma. O publicitário baiano Geraldo Walter, que entre outras qualidades foi o campeão do marketing político no Brasil, morreu há 11 anos, num 14 de março de 1998, às vésperas de completar 41 anos de idade. Portanto dia 27 agora ele faria 52.

No ano passado, lembramos as respectivas datas  com um almoço pilotado pelo Felipe, nosso único (e mais lindo e mais amado e mais maravilhoso, tá bom, vou parar) filho. Reunimos os amigos num dos restaurantes preferidos do Geraldo aqui em São Paulo, o Tattini. Vieram amigos do Rio, de Salvador, de Maceió, de Brasília. Contamos histórias, nos abraçamos, rimos muito, babamos com o Felipe. Enfim, fizemos nossa singela homenagem.

Daí que decidimos que virou tradição. E daí a ousar é com a gente mesmo.

Foi assim que tudo começou este ano: na primeira quinzena de janeiro, fomos à Bahia em visita aos Souza (e você, já foi à Bahia? Não? Então vá!). Foco! Ok, focando: entre o acarajé da Cira e o sorvete da Ribeira, circuito preferencial do pai quando em Salvador, levamos o Felipe para ver a Praça Geraldo Walter, logradouro que tem esse nome graças aos esforços do amigo e publicitário Claudio Barreto e por iniciativa de uma lei do vereador Pedro Godinho, aprovada na Câmara Municipal de Salvador ainda em 1999.

O local escolhido para ter o nome do Geraldo fica numa ladeira do bairro do Rio Vermelho, de onde saem as oferendas a Iemanjá no 2 de fevereiro, e ao lado de onde por muitos anos funcionou a agência D&E. Antes de vir pra São Paulo montar a CPP, ainda antes de fundar a DI, braço institucional da DM9, Geraldo trabalhou na D&E e sentava no banco daquela praça para descansar após o almoço, pensar… 

Pois agora pasme! Não é que o encontro do Felipe com a praça do pai dele foi uma tristezada? É, foi, porque era mato alto, tudo quebrado, até a placa roubada. Se ao menos estivesse na minha parede…Mas nela só há uma saudade. E como dói. Enfim, para uma cidadã que sou da poláquia do Jaime Lerner, um escândalo, uma praça naquele estado de abandono. Incompreensível.

É verdade que a minha comadre Guta, irmã do Geraldo,  já vinha lamentando a situação da praça há tempos. Tinha em mãos inclusive um projeto de reurbanização criado pelas amigas queridas da Assembléia, as arquitetas Nanci Uchoa e Marília Cavalcante. Mas a execução era cara, precisava financiamento, decisão, empenho coletivo. Ou seja, a coisa era enrolada, já que com a Prefeitura de lá parece não dava para contar.

Em casa, à noite, a Guta me falou da idéia de procurar os muitos amigos do Geraldão em busca de socorro. No caso, em busca de dividir o preju. Ofereceríamos cotas de R$ 3 mil para chegar aos cerca de R$ 100 mil necessários para a reforma e manutenção da praça. Quem pudesse daria mais de uma. Quem não pudesse, se juntaria com outros amigos para completar o valor da cota. Tinha também uma conversa iniciada com a DM9 para um patrocínio. O jornalista Raul Bastos estava aguardando detalhes do projeto para fazer as tratativas internas. 

Foi aí que ela me falou também das comemorações dos 500 anos da chegada do naufrágo português Diogo Alvares Correia, o Caramuru,  primeiro europeu a viver no Brasil, que iniciou o longo processo de miscigenação que caracterizou a colonização portuguesa na América. Que o Rio Vermelho estaria em festa este ano por isso. Que eu ligasse para o publicitário Sidney Rezende, que ficara com a casa onde funcionava a D&E e que estava por dentro da programação.

No aeroporto, nos despedindo, tomamos a decisão: a Praça Geraldo Walter seria inaugurada para o aniversário dele ainda este ano. Mais precisamente no dia 28 de março, um sábado (para o Felipe não perder aula, tudo menos isso!). Se você ainda está me seguindo (certo, tô viciadona no Twitter) percebeu que estamos ali há dois meses e meio do Dia D, sendo que um destes meses , o mais curto do ano, é fevereiro, tem carnaval, tem carnaval. Mas carnaval na Bahia, who cares? Loucura de amor!

De volta a São Paulo, primeira providência. O Felipe fez uma chamada geral pelo Pingg. Logo começaram a chegar as respostas. Choviam emails, telefonemas e tempestades de verão.  O companheiro de muitas campanhas de Geraldo, o grande José Américo,  foi o primeiro a anunciar que se organizaria para uma cota. Ana Cecilia Andrade, querida colega fiel ao Geraldão, que ainda hoje toca o sonhado projeto da DI em Brasília, entrou de sola. Rui Rodrigues, vice-presidente da MPM e amigo do Felipe com direito a NFL e MSN,  queria logo saber aonde depositava. O jornalista Bob Fernandes, do Terra Magazine, ligou de Washington DC, em plena posse do Obama.  O brilhante diretor de arte João do Brinco e sua querida mulher, Ceres, estavam dentro. O publicitário Luiz Aurélio Gonçalves, recém chegado de Belo Horizonte, confirmou que ia, José Roberto Berni também, Claudio Barreto do Rio de Janeiro. Meu pai, Mauricio, não só disse que ele e minha mãe Martha iam de Curitiba, como garantiu a contribuição de quantas cotas quanto o neto esabelecesse. E o Felipe a andar atrás de mim pra responder logo ao Rui sobre o número da conta, CPF, sei mais o quê. E eu a pressionar a Guta pra saber como fazer. E ela a correr atrás da idéia, do orçamento definitivo, das tratativas com as arquitetas e a empreitaira para entrarem no risco. OMG!

A Praça em obras - Foto José Roberto Berni

A Praça em obras - Foto José Roberto Berni

Então o Raul Bastos mergulhou de vez. E salvou a Pátria. Ou, pelo menos, nos salvou. Enviou uma linda convocação pra 60 amigos e colegas do Geraldão. Colocou a mais+ mais que eficiente Célia para organizar a aventura. Fez fluxograma, organograma, hemograma, planilha, pesquisa de arquivo, tudinho. Veio direção de arte do João do Brinco, vieram José Roberto da Ponte, Gibinha, Jackie, Nelson Peres, Luiz Gonzaga, a criação, a produção, o convite com texto do Césio, o livreto, o DVD, o anúncio, o depoimento do FHC, do Serra, o escambau. Vieram contribuições de todo lado. Da amada Regina Comini, pra quem não tenho palavras pra agradecer, dos publicitários Sergio Guerra,  Sergio Valente e Sergio Amado, daIracema Naiberg, do pesquisador Marcus Figueiredo, o Bob e a Beatriz Pereira, o Sergio Amado entre muitos outros. Veio também o patrocínio da DM9, na decisão de Guga Valente e Nizan Guanaes, para complementar os recursos necessários.

E lá da Bahia, a Guta a trabalhar para garantir que a obra da praça ficasse pronta a tempo. Além de organizar um verdadeiro mutirão para a festa, envolvendo floricultura, comes e bebes, assessoria de imprensa, cerimonial, telão, tudo aquilo que precisa nessa hora.

Assim é que chegamos aqui, prontos para a inauguração, que terá discursos de baianos como Waldir Pires e Nizan Guanaes e encerrará com as palavras do pequeno grande Felipe. Que terá show do Roberto Mendes e da Marcia Régia. Terá escultura encomendada pela Ana Cecília. Terá a presença de amigos de São Paulo (DM9 em peso), do Rio de Janeiro, onde Geraldo elegeu Marcello Alencar em 94, de Curitiba, onde Geraldo fez o marketing do governador eleito Jaime Lerner, também em 94, de Porto Alegre, onde ele elegeu Antonio Britto, no mesmo 94, de Brasília, onde FHC ocupou o Palácio do Planalto muito graças a Geraldo Walter, de Alagoas, onde mora José Américo, que fez parte da equipe de Geraldo em Angola, que elegeu o presidente José Eduardo do Santos em 92 e, finalmente, de Salvador, onde ele nasceu, deixou a família e estabeleceu um paradigma na organização de campanhas políticas com a eleição de Waldir Pires em 1986.

Justa homenagem, a primeira de muitas que ainda virão. Tenho certeza.

2 Comentários Comente
  1. ito cornelsen
    mar 29 2009

    Querida Cila e querido Felipe.

    Muito emocionado neste momento, na minha primeira a ida a Salvador quero sentar no banco do seu “Geraldão”…e ficar orgulhoso da ação de vcs!!1 Bravo!!

    Carinho a todos. ITO

    Responder
  2. abr 6 2009

    da Bahia, a Guta a trabalhar para garantir que a obra da praça ficasse pronta a tempo. Além de organizar

    Responder

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