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A Legião Estrangeira em Londrina

* Entrevista em capítulos publicada pelo competente jornalista Carlão Arruda no site nomomento.

* Grandes memórias do insuperável Gerson Guelmann relembrando o segundo turno da eleição de 1996 em Londrina, no Paraná.


O Divisor de Águas

Este casal simpático, Rosane e Gerson Guelmann,  mantém em Curitiba  um negócio de dar água na boca que atende pelo nome de FamíliaSfiha.

Guelmann nem sempre foi tão magro e nem sua atividade tão tranqüila. Há 12 anos, quando ele desembarcou em Londrina chefiando o batalhão de curitibanos que faria a campanha vitoriosa de Antonio Belinati no segundo turno contra Luiz Carlos Hauly ele pesava  66 quilos a mais, tinha o corpanzil de um Viking, o que parecia especialmente apropriado para a difícil tarefa que tinha pela frente.

Homem de confiança de Jaime Lerner, sua missão era derrotar Hauly para que Belinati ajudasse na reeleição do governador, logo mais adiante. Para isso,  Gerson Guelmann teria de exorcizar o pessimismo que dominava os belinatistas (eles se frustraram porque não puderam ganhar no primeiro turno) e enfrentar uma tropa de tucanos possessos e motivados pela súbita vitória. O resto você vai saber lendo a entrevista exclusiva que Guelmann concedeu ao Blog sobre os bastidores do mais espetacular segundo turno ocorrido em Londrina.

Passado tanto tempo, o episódio se repete curiosamente com os mesmos personagens.

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Guelmann não pensou nisso na ocasião, mas sua passagem por Londrina ajudou a modernizar o marketing político por estas paragens. Contribuiu muito para isto a equipe recrutada pela marqueteira Cila Schulmann em vários lugares do país. que funcionou maravilhosamente bem. A campanha soube combinar e potencializar  logística, operacional,  comunicação e pesquisas qualitativas.

Quem mais aprendeu com a experiência desse modelo? Aparentemente, Belinati continuou a fazer campanhas majoritárias do seu modo habitual. Hauly, dizem, teria absorvido do inimigo tudo o que considerava ausente em sua ação. O  tucano tem alcançado resultados surpreendentes. Nesta eleição, ele conseguiu superar o favoritismo de Barbosa Neto e garantir um empate técnico com Belinati, conforme o IBOPE.

Mas Belinati é dono de um carisma fantástico. Conseguirá virar o jogo e ganhar de Hauly apenas com sua empatia pessoal?

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O segundo turno de 2008 começou em 1996.

A primeira parte do depoimento de Guelmann está logo aí abaixo.


ESPECIAL: A Legião Estrangeira em Londrina (1)

Em 1996, Londrina assistiu a um segundo turno ainda mais eletrizante que o protagonizado em 1992 por Luiz Eduardo Cheida e Wilson Moreira.

Antonio Belinati e Luiz Carlos Hauly eram os candidatos.

No contexto político da época, Belinati e o governador Jaime Lerner curtiam excelentes relações. Emília Belinati era a vice-governadora e isso contou muito para que Lerner, após mais uma vitória de seu grupo político na Prefeitura de Curitiba (com Cássio Taniguchi), e já pensando na reeleição em dois anos, resolvesse despachar para Londrina uma ajuda providencial para seu principal  aliado no Norte do Paraná.

O desembarque da tropa – apelidada pelos tucanos de “Legião Estrangeira”- foi comandado pela jornalista e marqueteira Cila SchulmannGerson Guellmann, chefe de gabinete de Lerner, amigo de longa data do governador e experiente em situações difíceis como aquela. Guelmann fazia campanhas desde 1982; sabia que o segundo turno era a mais difícil e disputada das eleições pois normalmente os horizontes ficam abertos para os dois competidores; seria preciso arrastar-se numa zona cinzenta, tudo começava do zero; além do quê, naquela circunstância, a turma teria de assimilar rapida e vorazmente os cenários, a cultura local, os personagens, os conflitos.

No fim das contas, o grupo curitibano deixaria uma lição de ouro para o mercado de marketing político, mostrando-se atualizado com as novas ferramentas de campanha e exibindo uma unidade de trabalho difícil de se ver entre os vários setores de uma campanha. Assistiu-se a um show de profissionalismo no vídeo, com programas criativos e focados no que as pesquisas qualitativas apontavam em relação aos defeitos e qualidades de cada candidato. Os trabalhos de rua e ação de cabos eleitorais foram cuidadosamente planejados. Belinati sempre fez política de modo espontâneo e improvisado, com a ajuda de voluntários, mas aderiu sem muitas resistências ao novo formato de campanha.

E foi assim, combinando seu estilo popular (ou populista) a um modelo importado de campanha, que ele levou o terceiro mandato de prefeito e infligiu mais uma nova derrota aos seus adversários.

Nesta entrevista exclusiva, Guellman relembra os detalhes do confronto com bom humor.

Hoje dedicado prosaicamente a produção familiar de deliciosas Sfihas que encantam os paladares curitibanos, ele confessa que ainda sente um comichão quando ouve falar em campanhas. Tem planos de escrever um livro sobre sua trajetória nesta área – uma visão esfolada de quem viveu dentro da engrenagem, no corpo-a-corpo, na ralação, na prancha cambalhotando sobre todas as ondas. Que escreva logo.

Eis seu relato:

“Assim como havia ocorrido em 1994, em 1996 ganhamos a Prefeitura de Curitiba com o Cássio Taniguchi no 1º turno e eu passei a defender de forma intransigente nossa imediata ida a Londrina. O Belinati não era uma unanimidade no grupo, mas para mim a situação era cristalina:  Tratava-se do candidato do nosso partido, marido da vice-governadora, pessoa querida por todos e absolutamente leal; Londrina era (e ainda é) o 2º maior colégio eleitoral do estado;  Por último, mas não menos importante, eu entendia que precisávamos nos preparar para a campanha da reeleição. Isso ficou comprovado quando ganhamos do Requião em Londrina em 1998, sem dúvida graças ao Belinati.

O tempo corria rápido (o 1º turno foi dia 3/10 e o 2º estava marcado para 15/11). Como ainda não havíamos desmobilizado a estrutura da campanha do Cassio, já no dia seguinte comecei a convencer o Jaime e demais companheiros da necessidade de dar apoio ao Belinati. Claro que minha posição se tornou pública e o próprio Belinati esteve em minha casa, se não me engano, um ou dois depois para agradecer meu empenho e se situar acerca de como caminhavam as coisas. Foram dias de angústia: eu sabia que as equipes de rádio e TV não iriam conosco e que a Cila precisaria “garimpar” no mercado profissionais que ainda não estavam comprometidos com outras candidaturas e isso demandaria um tempo precioso.

Nossa turma estava “pingando azeite”, todos ainda aquecidos e loucos para ir, mas algumas pessoas colocavam obstáculos e pretendiam que o grupo não se envolvesse em Londrina, como se isso fosse possível. Decorridos alguns dias, decidi sair de Curitiba e asilei-me em uma praia de SC, de onde fui trazido por um telefonema do Jaime, que me transmitiu a decisão de apoio ao Belinati… ”


ESPECIAL: Legião Estrangeira (2)

Esta é a segunda parte do relato de Gerson Guelmann, chefe da “legião estrangeira” que ajudou Antonio Belinati a ganhar as eleições municipais em 1996. Ele inicia falando sobre a jornalista Cila Schulman (v. foto) com quem dividiu inúmeros trabalhos de campanha, inclusive a batalha de Londrina.

Acompanhe:

“Cila é uma profissional maravilhosa, competente, dona de sólida formação na área e possuidora de uma incomparável visão global de campanha. Está sempre antenada com o que existe de melhor em termos de ferramentas, pesquisas, etc., e seu blog (https://cilaschulman.wordpress.com/) é hoje a bíblia para quem deseja informar-se sobre o que rola na política.

Como vocês conseguiram aprontar tudo?

O mais complicado, como prevíamos, foi acertar a produção dos programas de rádio e TV, que seriam determinantes para o sucesso da campanha. A Cila saiu a campo, reuniu profissionais de diversas cidades (se não me engano, uma boa parte de BH) e fez uma reunião prévia em SP, onde a maioria se conheceu. De lá, vieram todos para Londrina.

Qual o cenário encontrado em Londrina? Que obstáculos tiveram de ser superados?

No 1º turno Belinati teve uma votação superior a de Hauly (96.311 X 69.624), mas pela performance dos demais candidatos (Paulo Bernardo e José Tavares) deixou de levar a eleição por uma pequena fração. Encontramos o  grupo de Belinati, vitorioso no 1º turno, sentindo-se derrotado, enquanto o pessoal do Hauly, premiado com um 2º turno inesperado, apresentava um espírito combativo e disposto a lutar até o fim. Esse abatimento moral foi aumentado, sem dúvida, pelas dificuldades que a campanha estava encontrando. Lembro que quando chegamos a Londrina tentei animar o pessoal, dizendo de minha surpresa por encontrá-los abatidos, já que haviam feito um bom trabalho e tinham sido vitoriosos. Coisa elementar, mas que me pareceu necessária, tal a desolação da platéia. “Aforamente” esta situação, digamos, psicológica, não havia um comando unificado. Ficamos conhecendo pessoas ótimas, engajadas, prontas a colaborar e dispostas a brigar pelo candidato, mas que não sabiam o que, onde, quando e como fazer. Nos instalamos na Arthur Thomas, na antiga sede do Jornal de Londrina, se não me engano, e em poucos dias tínhamos a situação sob controle. Aqui, uma curiosidade para mostrar como as coisas funcionavam: chegamos numa 5ª feira e na 6ª fomos “fazer o reconhecimento do gramado” na Arthur Thomas. Na saída, o pessoal local encarregado de nos apoiar na instalação despediu-se com um “até 2ª!”. O Reimann, o melhor cara operacional de nosso grupo e que sempre esteve ao meu lado, quase teve uma síncope:

– “Vocês estão loucos? Como assim, até 2ª? Amanhã a gente começa a trabalhar aqui!”

E a resposta:

– “Mas aqui os comitês não funcionam sábado e domingo!”.

Não preciso dizer que com o Reimann atuando como “feitor”, a partir daquele momento o comitê passou a funcionar todos os dias.

A partir daí a campanha falou a mesma linguagem,?

Sim, pouco a pouco “os quadrinhos do organograma” foram sendo preenchidos, sempre com a preocupação de mesclar a equipe de Curitiba ao pessoal local.  As coisas começaram a acontecer na parte logística e operacional. Faltando poucos dias para o começo dos programas, os profissionais trazidos pela Cila começaram a trabalhar na TV Cidade. Houve um perfeito entrosamento  entre eles e vimos que a orquestra formada por músicos que nem se conheciam “começava a tocar de ouvido”. Deu para perceber que as duas estruturas, a operacional e a de mídia, passaram a irradiar uma energia muito positiva e determinante para que o espírito da militância fosse impregnado da certeza da vitória. Trabalhávamos num astral elevadíssimo, como sempre aconteceu em nossas campanhas. A camaradagem era fantástica. O companheiros locais entendiam que “os curitibanos” não iam disputar espaços na administração do Belinati e que estavam em Londrina para fortalecer o grupo com a vitória. Apesar dos problemas enfrentados, foi um período memorável de minha vida e ainda agora, ao relembrar os fatos, não posso deixar de me emocionar. Fiquei em Londrina quase 40 dias e nesse período vim a Curitiba uma única vez e apenas por um dia, para ver meus filhos. Meu caçula, à época com 11 anos, passou um ou dois fins de semana comigo. A Emília, com a simpatia de sempre, cuidava de todos e não media esforços para resolver nossos problemas”.


ESPECIAL: Legião Estrangeira (Final)

Terceira e última parte da entrevista de Gerson Guelmann sobre o segundo turno, em 1996, das eleições municipais em Londrina. Na ocasião, Guelmann pilotou a campanha vitoriosa de Antonio Belinati sobre Luiz Carlos Hauly, numa verdadeira operação de guerra e profissionalismo. Passados 12 anos, o quadro eleitoral se repete e os dois políticos estão de novo frente a frente.

De que maneira se conciliou o estilo popular e voluntarioso do Belinati com uma campanha mais  técnica?

O Belinati é um fenômeno que está por merecer um “estudo de caso” por parte dos cientistas políticos e dos auto-proclamados marqueteiros. Claro que conhecia a força dele junto às camadas mais populares da população, mas foi durante nossa estada em Londrina que pude testemunhar “ao vivo e a cores” a intensidade da relação com essa parcela do eleitorado. Já no 1º fim de semana decidi acompanhá-lo numa visita à feira livre dos 5 Conjuntos. Mesmo para mim, acostumado a andar com o Jaime Lerner (v.foto) em Curitiba, onde o carinho da população para com ele se manifesta continuamente, freqüentar lugares públicos com o Belinati é uma experiência inesquecível. O homem beija da mesma forma mulheres, crianças e homens, distribui à profusão aqueles abraços “desloca pescoço”, fala alto, reconhece e chama pelo nome quem está lá longe. É alucinante.

Nesse mesmo dia um senhor de muita idade acercou-se de nós e depois de sobreviver ao teste de resistência da saudação-padrão tirou da carteira e me mostrou com indisfarçável orgulho uma tal “Carteira de Cabo Eleitoral” que Belinati distribuíra em uma das campanhas anteriores. O papelucho não era só um documento; era um talismã, uma espécie de santinho…

Ele resistiu às mudanças?

Claro que o Belinati resistia ao nosso estilo de trabalho. Nos primeiros dias, quando gravávamos os pilotos do programas, era comum ele chegar bem tarde da noite, vindo dos comícios e mobilizações, e sentar na ilha de edição para palpitar. Se déssemos a mínima chance com certeza editaria os programas. Mas com o decorrer do tempo ele percebeu que ali estavam profissionais que entendiam do riscado. Compreendeu também que nas campanhas de porte o candidato pode opinar e falar, mas isso não significa que tudo será feito como ele quer. Nosso slogan, aliás, sempre foi “o candidato não manda”. Não se pode balizar os rumos dos programas e das ações de marketing, mobilização, etc., por achismos ou intuições e sim pelas pesquisas qualitativas. É óbvio que as características locais, a história do candidato, os antecedentes do adversário, todas essas informações, enfim, são levadas em conta, mas a mídia precisa ser soberana. E vencida a resistência inicial, o Belinati foi formidável: não questionava, não impunha opiniões, nada. Ia ao estúdio para gravar, apenas. Os fins de noite eram no Crystal, onde estávamos hospedados e para onde todos convergiam quando terminava o último evento, quase sempre um comício. O Belinati, quem diria, não dormia sem ouvir o relatório do grupo de qualitativa…

O que achou do apelido Legião Estrangeira?

Quando a gente mede o passado com a régua do presente, ou melhor, quando apitamos o jogo pelo vídeo-tape, tudo fica mais fácil. O marketing do Hauly foi muito bom. A sacada da Legião Estrangeira foi ótima e o comercial foi excelente. É uma peça antológica, daquelas que dão o recado com humor, caem no gosto do eleitorado e estimulam a militância, ainda que não se possa dizer que tenha resultado em conquista de votos. Nos divertíamos muito cada vez que ia para o ar. Se estivéssemos na situação inversa e surgisse essa idéia, não hesitaríamos em usá-la. O Hauly tinha que se posicionar, porque enfrentava um dilema: a vitória do Belinati no 1º turno tinha sido marcante e nas camadas mais populares ele não penetrava porque ali o adversário era imbatível. Por outro lado, boa parte das classes mais abastadas rejeitava Belinati por seu estilo populista mas ao mesmo tempo não aceitava Hauly por razões que iam de uma aparente sisudez ao fato de ser de Cambé. Precisava mexer com os brios dessa parcela da população, tentando mostrar que colocar o Belinati na prefeitura significaria entregar a cidade ao Jaime Lerner. Ganhamos a eleição porque a matemática não falha: mantivemos a maior parte dos votos do 1º turno e o Hauly não conseguiu capturar todos os eleitores dos demais candidatos.

Vocês enfrentaram campanha negativa?

Algo que nos assustou em Londrina foi a incrível usina de panfletagem apócrifa. Uma coisa que jamais vimos em Curitiba, pelo menos naquele volume. Todas as noites as ruas eram inundadas com impressos que vinham sabe-se-lá-de-onde, com as mais incríveis acusações. O TRE e a Polícia não davam conta de recolher.

Houve um episódio que me chocou muito por se tratar de uma coisa sórdida, uma manifestação explícita de anti-semitismo e de caráter intimidatório. Mas eu não chegaria ao extremo de dizer que foi feita com a ciência do adversário, porque conheço os porões das campanhas e a escória que gravita em torno dos comitês. São verdadeiros ratos de eleições que a pretexto de mostrar serviço ao candidato cometem as maiores barbaridades. Acresce a isso o fato de que família do Belinati também foi vítima de uma ação terrível, executada no Dia de Finados. Em nossas campanhas sempre tivemos um princípio: família é coisa sagrada e não se mexe com isso, em nenhuma hipótese. Por conta do clima que se criou passei a andar com segurança e todo nosso pessoal foi aconselhado a não se expor. Nos primeiros dias tentávamos espairecer um pouco nos raros momentos de folga, freqüentávamos os ótimos restaurantes daí, mas com a tensão reinante passamos a fazer as refeições exclusivamente no comitê e no hotel. Fiquei com ojeriza de delivery de comida chinesa… Em compensação, tenho saudade do café da manhã do Crystal. Serviam um abacaxi como jamais comi. Lembranças de um ex-gordo, agora com 66 quilos a menos.

Você teve receio de que não pudesse dar certo?

Não. Sempre tive certeza de que sairíamos vitoriosos. As pesquisas nos davam essa segurança.

O que acha da Londrina política?

Os anos que passei no governo me fizeram respeitar a cidade que antes admirava pela pujança econômica. Aprendi que Londrina é uma cidade altamente politizada, cuja população dá mostras de um enorme poder de mobilização em favor das causas nas quais acredita. Essa é uma característica peculiar e única.

E quais são os segredos de uma campanha vitoriosa?

Essa eu vou passar… Espere meu livro.

1 Comentário Comente
  1. Ruy Nogueira
    maio 12 2009

    Que belo texto!
    Como integrante da “Legião Estrangeira” devo diz\er que voltei em 2009, no “terceiro turno” das eleições municipais de Londrina.
    O candidato que derrotamos agora, 16 anos depois, é o mesmo: Luiz Carlos Hauly.
    Uma diferença: piorou, está mais fraco e vazio do que em 96…

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